quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Pra onde vai a futura geração....

Estamos vivendo um momento de crescente evolução da Obesidade Infantil, considerada hoje uma patologia que afeta a população mundial. No Brasil, atinge cerca de 10 % da crianças. E isso não para por aí... o estilo de vida das crianças “modernas” propicia para o sobrepeso, as atividades recreativas não necessitam de movimentos e exercícios. Os computadores e videogames estão tornando as crianças cada vez mais sedentárias e vítimas da obesidade. Sem falar da televisão que ataca a cabecinhas das crianças com tantas propagandas de comidas super calóricas e nada nutritivas.




A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os países dêem máxima prioridade à prevenção da obesidade em crianças e adolescentes, sugerindo as seguintes atividades:

1. Promoção da atividade física;

2. Restrição do consumo de alimentos caloricamente densos e pobres em micronutrientes (ex: salgadinhos de pacote e refrigerantes);

3. Limitação da exposição das crianças às pesadas práticas de marketing desses produtos;

4. Provisão de informações para promover escolhas saudáveis para o consumo alimentar (educação nutricional);
5. Resgate de dietas tradicionais saudáveis (alimentação é cultura).
No que se refere especificamente à promoção da alimentação saudável, a OMS recomenda:

1. Estratégias abrangentes e indissociáveis (alimentação, atividade física e tabaco) na perspectiva do ciclo de vida;

2. Governos devem trabalhar em estreita parceria com a sociedade (consumidores, associações científicas e profissionais, indústrias, comunidade acadêmica etc);

3. Estratégias devem ser focalizadas nas necessidades dos mais pobres (associar-se à agenda de combate à pobreza);

4. Padrões internacionais para regulamentar a comercialização e marketing de alimentos pouco saudáveis (Codex Alimentarius);

5. Forte liderança proativa de quem tiver mais condições de iniciar o processo (sociedade civil, governo, organismos internacionais);

6. Aumentar o acesso aos alimentos frescos e nutricionalmente ricos, principalmente para as populações mais pobres, com políticas de preços, rotulagem e alegações nutricionais;

7. Disponibilizar a informação sobre o conteúdo nutricional das refeições fora de casa, particularmente “fast-foods”;

8. Estabelecer um plano de comunicação social (envolver profissionais da mídia);

9. Capacitar os profissionais de saúde e educação;

10. Implementar um sistema de informação para o monitoramento da situação alimentar, atividade física e morbidade por doenças crônicas não transmissíveis.


É fato que o metro quadrado por pessoa vai aumentar, daqui alguns anos não caberá no planeta Terra.... quem sabe alugarmos um pedacinho em Marte!!!

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